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Tendinopatia do Tendão de Aquiles: Causas, Sintomas e Tratamento

A tendinopatia do Aquiles é uma condição caracterizada por dor, espessamento e perda de função do tendão de Aquiles — o maior e mais forte tendão do corpo humano, responsável por transmitir a força da panturrilha para o pé durante a caminhada, corrida e salto.

A dor costuma estar relacionada a sobrecarga, mudança abrupta de treino, rigidez muscular, alteração biomecânica ou falha de recuperação tecidual. É uma condição comum tanto em atletas quanto em pessoas sedentárias que aumentam atividade repentinamente.

O sucesso do tratamento depende fundamentalmente de diagnóstico correto, controle adequado de carga e progressão funcional estruturada. Tratamentos passivos isolados raramente resolvem o problema a longo prazo.

O que causa a tendinopatia do Aquiles?

  • Aumento rápido de volume ou intensidade de treino
  • Mudança de terreno ou tipo de calçado
  • Rigidez da panturrilha (gastrocnêmio e sóleo)
  • Fraqueza muscular da cadeia posterior
  • Alterações biomecânicas do pé e tornozelo
  • Retorno a atividades físicas sem progressão adequada
  • Fatores metabólicos (colesterol elevado, diabetes, uso de certos medicamentos)

Sintomas mais comuns

  • Dor na parte posterior do tornozelo, acima do calcanhar
  • Rigidez matinal no tendão (demora para "soltar" ao acordar)
  • Dor no início da atividade que pode melhorar com aquecimento e voltar depois
  • Espessamento visível ou palpável do tendão
  • Dor ao subir escadas, caminhar em aclive ou correr
  • Perda de força para empurrar o chão com o pé (fase de impulsão)
  • Em casos avançados, dor constante mesmo em repouso

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico na maioria dos casos, baseado na localização da dor, no padrão de piora e melhora, e no exame físico do tendão. A palpação e testes funcionais específicos ajudam a determinar a região acometida (porção média ou inserção) e a gravidade.

A ultrassonografia é um exame muito útil para avaliar a estrutura do tendão em tempo real: espessamento, áreas de degeneração, neovascularização e possíveis rupturas parciais. Em casos complexos, a ressonância magnética pode complementar a investigação.

É importante diferenciar a tendinopatia insercional (na base do calcanhar) da tendinopatia de porção média (2 a 6 cm acima do calcanhar), pois o tratamento pode ser diferente.

Ultrassonografia do tendão de Aquiles para avaliar espessamento e degeneração, em Curitiba
Ultrassonografia do tendão de Aquiles ajuda a avaliar a estrutura em tempo real.

Opções de tratamento

O tratamento da tendinopatia do Aquiles é predominantemente conservador e baseado em exercícios progressivos. O repouso absoluto geralmente não é recomendado — o manejo adequado da carga é a chave.

  • Controle de carga: reduzir atividades provocativas sem parar completamente, ajustando volume e intensidade de forma gradual
  • Exercícios excêntricos e de carga progressiva: a base do tratamento com melhor evidência científica para tendinopatias
  • Fortalecimento da cadeia posterior: panturrilha, sóleo e musculatura do pé
  • Ondas de choque: em casos crônicos ou resistentes, como estímulo biológico para progressão da reabilitação
  • Infiltrações guiadas por ultrassom: em situações selecionadas, para casos com componente inflamatório peritendinoso relevante
  • Reabilitação orientada: protocolo progressivo com critérios claros para retorno ao esporte ou atividade
Aplicação de ondas de choque no tendão de Aquiles em Curitiba
Ondas de choque no tendão de Aquiles.
Laser de alta potência aplicado no tendão de Aquiles
Laser de alta potência.

Quando procurar um especialista?

Se a dor no tendão de Aquiles persiste por mais de 2 semanas, se está limitando suas atividades ou se já tentou tratamentos sem melhora, é importante buscar avaliação especializada.

Tendinopatias crônicas são mais difíceis de tratar. Quanto mais cedo o manejo correto é iniciado, melhor o prognóstico e mais rápido o retorno funcional.

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